segunda-feira, 20 de março de 2017

Marco Almeida com casa completamente cheia na apresentação da sua candidatura

Notícia DÃO E DEMO
O candidato do PS a presidente da União de Freguesias de Freguesias de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta, não poderia ter aspirado a melhor arranque, pois o auditório do complexo paroquial de Mangualde foi pequeno para todos quantos quiseram ouvir o candidato.
Mas as primeiras palavras de elogio do candidato partiram precisamente do atual presidente da junta, Bernardino Azevedo, mandatário do candidato, que não deixou de dizer que “Marco Almeida é o melhor candidato, pelas suas qualidades pessoais, competência, experiência e capacidade de saber ouvir”, a quem pediu que soubesse dizer sim e dizer não, acrescentando que a junta ficaria em boas mãos.
João Azevedo, presidente da câmara municipal, de seguida, aproveitou para deixar um grande tributo a Bernardino Azevedo, pelo enorme trabalho de dedicação, proximidade e competência à sua terra, à sua freguesia, não deixando, igualmente, de dizer que finalmente a câmara de Mangualde, fruto de um grande trabalho de todos ter conseguido reduzir a dívida da autarquia e estar a viver agora um tempo novo que vai permitir alavancar novos investimentos. Não deixei igualmente de enaltecer as qualidades de trabalho e de competência do candidato Marco Almeida.
Maria Manuel Leitão Marques, ela que foi cabeça de lista do PS às legislativas, e atualmente desempenha as funções de ministra da presidência, com quem Marco Almeida trabalhou como adjunto no seu gabinete, foi outra voz que não poupou elogios ao candidato do PS, a quem augurou os maiores êxitos e desejou um excelente trabalho em defesa das populações da sua terra.
Já Marco Almeida, a encerrar depois dos agradecimentos aos presentes disse que a sua candidatura “é em primeiro lugar um ato de cidadania, uma missão de um vasto número de mangualdenses ao qual destinamos todo o nosso empenhamento, dinâmica e capacidades. Sempre apoiada na participação e colaboração de todos vós.”
E o candidato referiu de seguida que “este é um projeto que pretende iniciar um novo ciclo. Um novo ciclo que respeita e admira o anterior, dando continuidade ao que de bom foi feito, mas que não descurará a necessidade de inovar todos os dias, quer nas funções e serviços a prestar às populações, quer no relacionamento com os cidadãos”, deixando as quatro áreas de intervenção do projeto que são “i) criar estruturas de apoio à infância; ii) implementar estratégias para a fixação de jovens; iii) apoiar os idosos; iv) introduzir novas políticas de comunicação e aproximação”.
E a finalizar, Marco Almeida, referiu-se à família dizendo que não podia deixar de “agradecer todo o apoio que a minha família me tem dado ao longo de todo o meu percurso politico e profissional, em especial à minha mulher e ao meu filho. É também para eles que o meu esforço e dedicação à causa pública se destina.”

domingo, 19 de março de 2017

Eduardo Lopes e Abel Estefânio escrevem ao Turismo do Centro na defesa da candidatura de Rãs

Com data de 17 de março, Eduardo Lopes e Abel Estefânio, os dois principais rostos e obreiros da candidatura de Rãs às 7 Maravilhas de Portugal – aldeias, escreveram ao presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, no sentido de o convidarem a”aceitar a tutela da candidatura e, nos termos da alínea b) do artigo 6.2.4 do respetivo Regulamento, que a partir da 2ª fase (se lá chegarmos, como esperamos) diligencie para que a candidatura seja adotada e assumida por uma entidade pública local”.
E em defesa da candidatura enunciam no respetivo mail alguns dos aspetos mais relevantes alusivas à candidatura de Rãs, referindo-se à festa de Nosso Senhor dos Caminhos e a um excerto de um texto do escritor Aquilino Ribeiro alusivo à mesma festa.
Igualmente anexaram fotografias e o texto da candidatura.
Eis o teor integral do mail:
«Exmo. Senhor Presidente do Turismo do Centro de Portugal,
Dr. Pedro Machado,
Na qualidade de promotores da candidatura da aldeia de Rãs, no concelho de Sátão, ao concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias, na categoria aldeia rural, cuja inscrição foi por nós efetuada em representação do povo da aldeia que a patrocinou, vimos solicitar que V/ Exa. se digne aceitar a tutela da candidatura e, nos termos da alínea b) do artigo 6.2.4 do respetivo Regulamento, que a partir da 2ª fase (se lá chegarmos, como esperamos) diligencie para que a candidatura seja adotada e assumida por uma entidade pública local.
Com a festa em honra de Nosso Senhor dos Caminhos, a Rãs é a aldeia que mais gente trás ao nosso concelho e cremos que será a mais importante romaria de aldeia de todo o território da CIM Viseu Dão-Lafões.  O Mestre escritor Aquilino Ribeiro considerava-a uma das três Mecas da Beira: «As romarias da Lapa, dos Remédios, do Senhor dos Caminhos eram esperadas como o Ramadão da liberdade» (in Aldeia, Terra, Gente e Bichos).
Juntamos as fotografias e o texto da candidatura para a divulgação que considerar adequada. Ficaríamos também muito felizes se pudesse colocar a nossa aldeia no novo site do Turismo Centro de Portugal, que está muito apelativo mas que ainda não tem nada sobre o nosso concelho. Ao dispor.
Com os nossos melhores cumprimentos
Eduardo Lopes | Abel Estefânio»

quinta-feira, 16 de março de 2017

Misericórdia de Mangualde vai assinalar os seus 404 anos | 17, 18 e 19 de março

Notícia DÃO E DEMO
Nos próximos dias 17, 18 e 19 de março, a Santa Casa da Misericórdia de Mangualde irá festejar o seu 404º Aniversário com um vasto programa.
No dia 17 de março haverá um concerto do grupo “Coimbra Gospel Choir” a partir das 21 horas e que terá lugar na Igreja da Misericórdia, para de seguida, às 22 horas, se efetuar a inauguração da exposição de pintura “Património cultural edificado de Mangualde – uma visão artística”.
No dia 18 de março, sábado, a partir das 16 horas haverá uma sessão solene, na Igreja da Misericórdia, a que se seguirá às 18 horas a celebração da eucaristia e às 19:30 horas haverá o jantar de aniversário.
No dia 19 de março, domingo, às 15 horas será inaugurada a exposição de fotografia “Rostos da Misericórdia”.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Eduardo Lopes mobilizou vontades e candidatou a aldeia de Rãs ao concurso 7 maravilhas de Portugal - aldeias

Depois de Abel Estefânio ter levantado a questão da candidatura da aldeia de Rãs ao concurso 7 Maravilhas, como demos nota, depois foi o dinamismo de Eduardo Lopes, nas redes sociais, a acalentar a esperança e a motivar as pessoas de Rãs para a concretização desta candidatura.
E assim, foi, depois de inúmeros posts e partilhas nas redes sociais e depois de muitas pessoas se terem disponibilizado a colaborar neste projeto eis que Eduardo Lopes anunciou, hoje, através do facebook que tinham conseguido o objetivo, ou seja, o montante necessário para submeter a candidatura cujo prazo termina a 14 de março.
De recordar que do concelho de Sátão irão estar em concurso a aldeia do Tojal, com a candidatura a ser suportada pela Junta de Freguesia de Sátão, a de Rãs a ser suportado por um conjunto de pessoas da aldeia, conforme referimos.
Eis o teor integral do post de Eduardo Lopes informando da submissão da candidatura:
«E assim conseguimos os 172.20 € necessários para a desejada inscrição.
Agradecer a:
Eduardo Lopes, Marcelo Nascimento Lopes, Nanda Gomes, José Andrade, Alfredo Gomes, Martins Paula, Elsa Ferreira, Maria Fernanda e Joaquim Filipe, Sandra Soares, Eduardo Gomes, Nosso Senhor dos Caminhos, Cscrdr Rãs, Maria Alzira da Silva Almeida ( Abel Estefânio Sousa Almeida), Nelson Be Smart, Agostinho Almeida, Miguel Lopes, Luis Farinha Giroto.
Não interessa o que se deu mas sim a causa para que se deu. Neste momento, na ausência do apoio de quem deveria acreditar na NOSSA ALDEIA, restou-nos a nós, naturais, fazê-lo.
Agradecer ainda a Carlos Lopes e Fotoviseense pelas fotos com que candidatamos a NOSSA ALDEIA. A Abel Estefânio Sousa Almeida por todo o trabalho que teve em imaginar,elaborar, promover e concluir todo o processo. A Acácio Pinto pela divulgação no jornal Dão e Demo.
A todos e em nome de todos, um MUITO OBRIGADO.
"O registo da vossa candidatura nas 7 Maravilhas de Portugal® - Aldeias foi devidamente efetuado, agradecemos a sua participação!"»
Fotos: Facebook de Eduardo Lopes

terça-feira, 14 de março de 2017

Luís Farinha foi educador por uma manhã e deu uma aula diferente aos alunos do Jardim de Infância de Rãs

Notícia DÃO E DEMO
Os alunos do Jardim de Infância de Rãs tiveram na passada sexta-feira, dia 10 de março, uma aula diferente, uma aula que teve como cenário um pinhal envolvente à escola.
O objetivo foi o de dar a conhecer uma lenda, a lenda do Senhor dos Caminhos, contada pelo Luís Farinha, um cidadão e empresário com um estabelecimento comercial, Restaurante e Pizaria Floresta Doce, situado nas imediações do Jardim de Infância.
Recorde-se que o Luís farinha, já este ano letivo, desenvolveu uma outra iniciativa, confeção de pão, junto dos alunos da escola de Rãs.
Esta atividade, inserida no objetivo global de conhecer as histórias materiais e imateriais da terra, foi toda ela idealizada pelo Luís Farinha, que para o efeito construiu um cenário de uma habitação e ele próprio, que foi o narrador, o ator, se vestiu de idoso e acompanhado pela sua viola foi envolvendo os alunos do Jardim num contexto de magia e de sonho.
Mas para além da história, no final da atividade, Luís Farinha ainda ofereceu biscoitos aos alunos do Jardim Infância de Rãs.
Deixamos de seguida a história integral da lenda da construção do santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, que foi contada aos alunos, cuja autoria é do Luís Farinha, sob o título “A Bouça da Pega”.
A Bouça da Pega
«Em Rãs, freguesia de Romãs, e concelho de Sátão, o lugar atualmente chamado “Relva”, situado a cerca de 800 metros do santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, noutros tempos (bastantes por sinal), chamar-se-ia “Bouça da Pega”.
Nesse lugar morava (numa enorme casa) uma família de gente muito rica. Entre os oito filhos que essa família tinha havia um que era mais desprezado pelos pais. Trabalhava nas terras durante o dia e no fim, às escondidas deles, fugia para uma lindíssima lameira que se situava onde hoje está o santuário de Nosso Senhor dos Caminhos.
Ele gostava daquele lugar, não só pela paz e tranquilidade que lhe trazia mas também porque era por lá que passavam os peregrinos que vinham de toda a zona centro do país e seguiam para a Senhora da Lapa ou para Lamego. Seus pais não gostavam desta atitude do seu filho, ralhavam-lhe e até lhe batiam, proibindo-o de tomar tal atitude, pois eles entendiam que aquilo não lhes trazia benefício nenhum. Mas o filho, às escondidas, gostava de receber bem os peregrinos, com água fresca ou alimentos e até lhes acendia uma fogueira quando estava frio. Ele gostava de indicar aos peregrinos o caminho que deveriam seguir de ali em diante e mesmo que eles já o soubessem ele indicava-lhes de novo o caminho para que não restassem dúvidas. Todos os peregrinos gostavam de por ali passar pois sabiam que encontrariam ali aquele jovem, pessoa tão amável para eles.
Passados alguns anos e quando de novo era altura dos peregrinos por lá passarem, no local onde costumavam encontrar o jovem encontraram um nicho que ali tinha sido erigido. Não foi difícil, para eles, perceberem que ali teria morrido alguém, e rapidamente ficaram a saber que aquele jovem amável ali apareceu morto.
Com o passar do tempo, com tanta tristeza e com a falta que os peregrinos sentiam daquele jovem os peregrinos começaram a comentar que aquele não era um jovem qualquer, que aquele jovem amável era simplesmente Jesus, o Nosso Senhor dos Caminhos.
E foi assim que começaram as romarias àquele lugar onde eram ofertadas moedas de ‘rei’ e esmolas diversas.
E foi, pois, com essas ofertas, que aquela família que morava na “Bouça da Pega” que começou por fazer crescer o que é hoje o lindíssimo santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, pois o filho que eles tanto desprezaram tinha-lhes ensinado uma grande lição de amor e os fizera arrepender, para que descobrissem que também eles precisavam de aprender o caminho de Nosso Senhor dos Caminhos.»

domingo, 12 de março de 2017

Abel Estefânio defende candidatura de Rãs às 7 Maravilhas de Portugal - Aldeias

Notícia DÃO E DEMO
Abel Estefânio levantou a questão da candidatura de “Rãs – Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos” às 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias, cujo prazo termina a 14 de março.
E este apelo de Abel Estefânio, colocado no facebook, visa estimular a candidatura dizendo que é “esta aldeia que traz mais gente ao concelho de Sátão ao longo do ano”. Daí que ele, inclusivamente ofereça uma proposta de texto e fotografias com o intuito de que qualquer “entidade pública, privada ou indivíduo” possa efetuar a candidatura.
Na sequência deste desafio, Eduardo Lopes, responde ao repto de Abel Estefânio desafiando as pessoas de Rãs, dizendo também no facebook que “quem estiver disposto a participar pode contactar-me para ver se há viabilidade financeira para avançar com a candidatura, já que a parte humana já existe.” E acrescenta: “Vá lá pessoal. 5€ que sejam, justificam a união em prol da NOSSA aldeia.”
Recorde-se que o preço da candidatura é de 140 euros mais IVA e que no concelho de Sátão a Junta de Freguesia de Sátão acabou de candidatar o Tojal a este concurso.

RÃS – SANTUÁRIO DO SENHOR DOS CAMINHOS
Eis a proposta de texto apresentada por Abel Estefânio para sustentar a candidatura:
«A aldeia de Rãs, situada no concelho de Sátão, é conhecida por nela se encontrar um dos maiores centros religiosos da região – o famoso Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, que representa para a gente desta povoação a sua maior glória e o mais ardente culto de Fé a Jesus Crucificado. Paralelo à igreja, um formidável peristilo romanticamente inacabado, de quinze colunas do melhor granito regional primorosamente lavradas, constitui a imagem de marca do santuário.
Este lugar aprazível entre pinhais silenciosos alegra-se no domingo da Santíssima Trindade (8º domingo depois da Páscoa), quando um mar de gente, plena de fé, enche o vasto recinto. Com grande brilho litúrgico, realiza-se então uma imponente procissão com os seus guiões e cruzes e com os andores lindamente ornamentados, representando quadros da vida de Cristo desde a Anunciação até à sua Paixão e Morte, sendo o último andor a imagem de Cristo, pregado na Cruz, e celebra-se uma missa solene campal. Os milagres e graças recebidos são testemunhados pelos ex-votos que se acumularam ao longo dos anos, mostrando-nos a fé popular na sua forma mais pura.
Num enquadramento natural de grande beleza, sobranceiro a uma austera penedia e junto ao rio Vouga que corre límpido a pouca distância, onde foi recentemente inaugurada a praia fluvial do Trabulo, o parque do Nosso Senhor dos Caminhos é bastante utilizado para piqueniques durante os meses de verão, aproveitando as mesas e bancos de pedra existentes para esse efeito e servido por várias fontes de nascente.
O fascínio do Senhor dos Caminhos agarra-se aos visitantes e peregrinos e nunca mais os larga. Quem lá vai uma vez tem sempre vontade de lá voltar.»

quarta-feira, 8 de março de 2017

Junta de Sátão candidatou o Tojal ao concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias autênticas

Notícia DÃO E DEMO
Através da página do facebook da Freguesia de Sátão acabou de ser divulgado, nesta terça-feira, dia 7 de março, que a Junta de Freguesia de Sátão candidatou a aldeia do Tojal ao concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias autênticas.
“Esta candidatura visa a promoção da atividade turística na freguesia, constituindo mais um fator de atração e de dinamização das nossas aldeias”, avança a Freguesia na respetiva página.
Pode ainda ler-se que “o projeto conta com o apoio institucional do Gabinete do Ministro Adjunto, da Secretaria de Estado do Turismo, do Turismo de Portugal, da UMVI – Unidade de Missão para a Valorização do Interior, do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, da Federação Minha Terra, e da Associação Portugal Genial,”
Já quanto ao texto enquadrador e fundamentador desta candidatura e que aí também é apresentado, ele é bem revelador do grande conteúdo patrimonial, histórico, religioso, desta localidade da freguesia mesmo ao lado da vila e que nos mapas do séc. XVII e XVIII o Tojal era mesmo a única localidade assinalada desta área.
Eis o teor integral do texto publicado:
«Candidatura 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias
TOJAL – Como um roseiral em Jericó
A aldeia do Tojal, na freguesia e concelho do Sátão, desenvolveu-se à sombra de um convento de freiras da Ordem de S. Domingos, cuja primeira pedra foi lançada em 6 de abril de 1633. O seu fundador, o doutor em cânones Feliciano de Oliva e Sousa, deu ao convento todos os seus bens e a invocação de Nossa Senhora de Oliva, mas o projeto de arquitetura maneirista portuguesa não se realizaria sem dificuldades. O rei Filipe III, ter-lhe-ia dito «Antes vos farei bispo, que permiti-vos o que pedis». Ao que retorquiu o doutor Feliciano «Senhor, de nada desconfio, porque sei que o coração dos reis está nas mãos de Deus».
O certo é que, a escassos três meses da Restauração da independência nacional, deram entrada solene no convento as primeiras religiosas. Oriundas de casa nobres, traziam consigo dotes que contribuíram para o desenvolvimento da localidade, como se constata não só pelas preciosas capelas que possui, mas também pela sua arquitetura civil. Com o advento do liberalismo começaram a faltar os recursos e o convento juntamente com a aldeia entraram em declínio.
O concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias poderá servir para chamar a atenção para o valor extraordinário que o Tojal tem, por revelar com que cuidados e com que alto sentido estético se realizavam então obras correntes num recanto da Província. Merece especial atenção a igreja conventual com os retábulos que se integram no estilo joanino e os azulejos polícromos com que estão cobertas as paredes da capela-mor e parte do corpo da igreja. Na porta do sacrário do altar colateral de Nossa Senhora do Rosário uma inscrição latina define o Tojal: “Quasi plantatio rosae in Jericho” (como um roseiral em Jericó).
Por tudo isto, merece bem a pena visitar esta pequena mas bela e graciosa aldeia que a devoção e o bom gosto de um homem fez despontar nas terras do Sátão.
Pelo Sátão!»